No dia 08 de Março é comemorado o Dia Internacional da Mulher.

Esta data para mim sempre teve duplo significado: de um lado, representa a possibilidade de refletirmos sobre o papel da mulher na sociedade, a luta para ocupar um lugar ao sol tão privilegiado quanto o dos homens, nem maior, nem menor. Por outro lado, sempre fiquei com o questionamento incômodo: “será que nos reservaram um único dia no ano porque é apenas a ele que fazemos jus?”

E a escolha por um significado ou outro para esta data quem dará é a própria mulher. Iniciativas para acabar com todo tipo de preconceito e tratamentos diferenciados no ambiente de trabalho é que não falta. Com a implantação do Programa Pró-equidade de Gênero e Raça do Governo Federal nas empresas públicas e privadas, estamos alcançando grandes progressos. Mas de nada adianta todo o movimento político e administrativo, se a mudança não ocorrer dentro da própria mulher.

Pesquisas mostram que nós mulheres somos mais propensas ao stress e a apresentar auto-estima rebaixada e isto se deve aos inúmeros papéis que assumimos na sociedade, restando quase tempo algum para cuidarmos de nós.

A história é a seguinte: a mulher dedica apenas uma horinha do seu dia para ela mesma, para cuidar de algo que é de seu interesse direto, como ir à uma academia de ginástica, fazer as unhas, ou comprar um novo livro. O restante do tempo utiliza cuidando da sua empresa, do emprego, dos filhos, da casa, do marido, dos pais, do supermercado, da empregada, uf…! Quanta coisa! E ainda assim, se algo sai do previsto durante o dia, qual é a hora que ela corta? A dela, é claro!

Evidentemente este tipo de postura faz adoecer. E fica difícil falar em equidade de gênero quando toda a sociedade reforça crenças limitantes que nos mantêm prisioneiras de nossos próprios papéis.

Há solução? É claro que sim! É tempo de tomarmos conta do espaço que é nosso. O primeiro passo, querida amiga, é você aprender a se amar. Mais importante do que sua profissão, família e até mesmo os filhos, é você, mulher. Ninguém dá o que não tem. Para amar os outros, você precisa aprender a amar a si mesma.

Quer ver como isso funciona? Tenho duas filhas pequenas, uma de 7 e a outra de 11 anos. Sempre que eu ia ao banheiro do Shopping com as duas, na hora de enxugar as mãos, elas não alcançavam o porta-toalhas e eu como mãe zelosa e dedicada primeiro pegava o papel para minhas filhas e só depois para mim. E elas, invariavelmente, recebiam o papel MOLHADO! Quando eu comecei a cuidar primeiro de MIM, elas passaram e receber o papel seco. Eu garanto que preferiram.

Comece amando você. Reserve uma hora de seu dia para ser apenas sua. Aprenda a dizer NÃO. Dê limite ao outro. Respeite-se. Leve a si mesma para passear. Leia um bom livro. Saboreie aquela fatia de bolo, sem culpa! Compre um presente para você e peça para a vendedora fazer uma embalagem bem bonita porque é para alguém muito especial. Vista sua melhor langerie, ainda que seja para dormir sozinha. Coloque a música de sua preferência e dance, dance muito, sem parar.

Perceba-se linda, poderosa, maravilhosa, pois é isto que você é e acima de tudo permita-se ser Feliz!

Marcia Luz

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