Gerir pessoas é uma tarefa desafiadora. E para empresas que sempre adotaram a antiga máxima do “manda quem pode, obedece quem tem juízo” o desafio é ainda maior. No mundo corporativo, gradativamente os antigos profissionais que estão saindo do mercado de trabalho vem sendo substituídos por jovens da geração Y, com a idade em torno de 20 a 29 anos.

E esse novo contingente de colaboradores não aceita mais chefes, desejam líderes. E a verdade é que as empresas estão confusas, não sabem como lidar com essa situação, não percebem a diferença entre os dois perfis.

O que acontece hoje é que a educação familiar mudou: não vemos mais relações de autoritarismo entre pais e filhos. Os vínculos agora são baseados em cumplicidade, respeito e trocas de experiências.  Pois bem, essa geração quando chega às empresas não compreende e não tolera ordens superiores rígidas, um chefe inflexível ou que não permita o diálogo, incentivando apenas o clima negativo dentro do ambiente de trabalho.

Os jovens profissionais, quando não gostam de algo no emprego, como, por exemplo, um gestor centralizador e tirano, simplesmente disponibilizam suas vagas e procuram outras oportunidades.

Gestores moldados no século passado ainda focam seu papel no controle e na obediência, mas esse modelo não funciona com a nova geração. Agora os profissionais buscam empresas onde possam manifestar seu potencial criativo e sua produtividade para que, assim, sintam-se respeitados, valorizados e atinjam realização pessoal e profissional. E é aí que entra a necessidade dos gestores assumirem de vez o papel de Líderes Transformadores.

A Liderança Transformadora inspira moralmente os seus seguidores, transformando-os em verdadeiros líderes, mobilizando-os para mudanças organizacionais e despertando suas emoções para o trabalho que realizam. Levando esses aspectos em consideração, fica claro que as empresas não precisam mais de CHEFES, e sim, de grandes LÍDERES que inspirem e ensinem o verdadeiro valor das pessoas.

*Marcia Luz é psicóloga, pós-graduada em Administração de Recursos Humanos, especializada em Gestalt-terapia e mestre em Engenharia de Produção. Também atua como coach executiva e pessoal formada pelo ICI (Integrated Coaching Institute).

É autora do Best Seller “Agora é pra Valer”.