O dia em que aprendi a respeitar as diferenças.

O dia em que aprendi a respeitar as diferenças.

Se você tem acompanhado meus vídeos sabe que recentemente passei férias nos Emirados Árabes, mais precisamente em Dubai e Abu Dhabi e este foi meu primeiro contato com o Oriente Médio. Eu já sabia bastante sobre a cultura local e procurei fazer a viagem desprovida de preconceitos ou julgamentos.

Confesso que não foi fácil transitar entre aquelas mulheres usando burca totalmente preta num sol de 50º. Caso você não saiba a burca é uma veste feminina que cobre todo o corpo, até o rosto e os olhos, porém nos olhos há uma rede para ser possível enxergar. Procurei não julgar suas escolhas tão diferentes das minhas, até porque em nenhum momento me senti observada ou criticada por minhas roupas exóticas e meu cabelo vermelho.

Também fiz o possível para não sentir-me incomodada quando descobri que havia começado o período de Ramadã em meu último dia da viagem e por isso fui impedida de fazer qualquer refeição antes do por do sol, mais especificamente 19:15 horas. Por mais que eu tenha me empenhado para conseguir um café, um suco, ou qualquer coisa que pudesse enrolar o estomago que insistia em lembrar que eu não sou muçulmana, isso não foi permitido.

Achei que estava me saindo relativamente bem no desafio de desconsiderar as diferenças até visitar a Mesquita de Abu Dhabi, uma das mais magníficas do mundo. Logo na chegada recebi uma Abaya, que é a versão moderna da burca, feita com panos mais leves, e com alguma decoração, e que deixa o rosto exposto. Ainda assim, acreditem, tive uma sessão de sauna exclusiva embaixo de todo aquele pano preto com o sol a pino. Ao entrar na Mesquita, impossível não ficar impressionada com tamanha beleza e naquela atmosfera de tanta paz senti vontade de rezar. E numa fração de segundos eu me peguei pensando: “Mas não posso rezar aqui, porque o Deus deste templo é Alá, e este “não é o MEU DEUS”!.

 

E lá estava eu, mesmo sem pretender, alimentando o mesmo sentimento que já matou milhares de pessoas nas lutas entre cristãos e muçulmanos. Rapidamente corrigi este pensamento torto e rezei para o único Deus, pouco importa qual seja o apelido que damos a Ele.
Respeitar as diferenças exige flexibilidade e isenção de julgamentos. Agora o ideal é seguirmos um passo além, aprendendo não só a respeitar, mas agregar novas possibilidades à nossa vidinha de sempre a partir destas mesmas diferenças. Pessoas semelhantes apenas reforçam o que você já é. Apenas convivendo com as diferenças você será capaz de somar novas alternativas para o seu cotidiano enriquecendo suas experiências como ser humano.
Um abraço e que Alá abençoe seu dia!

O diferente amplia nossa visão do mundo.

Agradeço antecipadamente por você ler e assistir!

Acredito que estamos construindo um espaço rico em aprendizagens para todos nós.

Estarei de volta toda terça-feira com novos episódios do Marcia Luz TV.

Mande suas dúvidas para plenitude@marcialuz.com.br e obtenha suas respostas aqui no programa.

Um grande abraço e até semana que vem!

Marcia Luz




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